Isto de estar de férias é muito "cansativo"!
Dá muito trabalho a arranjar ocupação...
A exposição comemorativa dos 125 anos da inauguração da Igreja Paroquial de Alpiarça, onde estão expostas peças muito antigas e muito interessantes, deu-me uma ajuda, pois fiz um pps, que converti em vídeo para poder publicar aqui na página dos vídeos.
É claro que perde muita qualidade, mas dá para fazer uma ideia.
Hoje andei a "navegar" pelos poemas, uma vez que não sou dotada de "veia" poética, com muita pena minha, para ver se encontrava algum que me agradasse para fazer outro pps.
Encontrei um, de que, talvez por ter perdido a minha mãe muito cedo, gostei muito.
Para Sempre
Porque Deus permite
que as mães se vão embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e a chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro
puro pensamento.
Morrer acontece
como o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Porque Deus se lembra
-Mistério profundo-
de tirá-la um dia?
Fosse eu rei do mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
Junto de seu filho
e ele, velho embora.
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de
Coisas'

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